A placa de fibra de carbono e o tecido de fibra de carbono são ambos CFRP, porém são instalados de forma diferente e adequados para diferentes trabalhos. Escolher o errado desperdiça material e mão de obra; escolher o certo torna o reforço eficiente e durável.
Placa de fibra de carbono (laminado pré-curado)
A placa, ou tira laminada, é fabricada sob controle de fábrica por pultrusão, de modo que o volume e o alinhamento das fibras são consistentes e a tira já está curada e rígida. No local, ela é colada a uma superfície plana com um adesivo tixotrópico para placas. Como as fibras correm em uma direção e a seção transversal é densa, a placa é a opção mais eficiente para reforço à flexão — adicionando capacidade de flexão ao intradorso de vigas e lajes. A instalação é rápida e limpa: corte no comprimento, aplique o adesivo, pressione no lugar. A desvantagem é que a placa é reta e rígida, portanto adequada apenas para superfícies planas ou quase planas.
Tecido de fibra de carbono (laminação úmida)
O tecido é uma manta seca tecida ou unidirecional que é saturada com resina de impregnação no local e pressionada sobre o elemento. Sendo flexível antes da cura, envolve cantos, pilares e formas curvas ou irregulares que a placa não consegue acompanhar. Isso torna o tecido a escolha natural para reforço ao cisalhamento (envoltórios em U em vigas) e confino de pilares (envolvimento total para melhorar a ductilidade e a capacidade axial), bem como para alvenaria e geometrias complexas. As desvantagens são que a saturação no local exige mais cuidado para o controle de qualidade, e o teor final de fibras é menos consistente do que o de uma placa de fábrica.
Comparação lado a lado
Em resumo: a placa é rígida, curada em fábrica, unidirecional e ideal para reforço à flexão de superfícies planas com instalação rápida. O tecido é flexível, saturado no local, pode ser orientado em múltiplas direções e se destaca em cisalhamento, confinamento e geometrias curvas ou irregulares. A placa oferece a qualidade mais consistente; o tecido oferece a maior versatilidade.
Como escolher
Comece pela geometria: se a superfície for plana e você estiver adicionando capacidade de flexão, a placa geralmente é a resposta mais econômica. Se precisar envolver um canto, confinar um pilar ou reforçar ao cisalhamento, o tecido é a ferramenta certa. Muitos projetos reais usam ambos — placa no intradorso para flexão e envoltórios de tecido em U nas extremidades para cisalhamento. A direção da carga também importa: alinhe as fibras com a tensão principal de tração e lembre-se de que o tecido pode ser camadas em várias direções, onde a placa não pode.
Independentemente da forma escolhida, o primer, a resina ou o adesivo compatíveis do mesmo sistema fazem parte do projeto — misturar componentes de sistemas diferentes anula o desempenho testado. Em caso de dúvida, deixe que a demanda estrutural e a forma do elemento decidam e confirme com seu engenheiro.